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1 June 2012
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"Impressionou-me pelo seu modo peculiar, ela. Vi-lhe apenas uma vez, e só essa pude observa-la também. Estava eu no cinema, numa quinta feira se me lembro, era dia de clássico inglês. O filme, não me atraiu tanto quanto suas reações ao mesmo. Era impressionante. Parecia que naquele momento ela lá estava vivendo a cena, dentro do filme preto e branco. A tua expressão de desespero e como colocou as mãos no rosto ao ver um carro colidir ao outro quase me fez sentir. Nunca vi alguém se entregar as emoções que não lhe pertenciam de tal forma como ela o fez. Mas, engraçado mesmo foi quando a menina – ou seria mulher? – de cabelos negros despertou percebendo o que fazia e como quem acabara de levar um susto por ser pega fazendo algo errado ajeitou as mãos no peito,segurando uma na outra em forma de punho, olhando para os lados para ver se alguém havia visto o seu ataque de anseios em meio a tanta concentração. Suspirou aliviada, com um riso baixo como se dissesse que louca era por deixar que vissem tuas reações. E foi ai que me intrigou também. Porque deixar-se levar pela emoção haveria de ser um ato tão pecaminoso assim?"
—
Susto,
Danielle Quartezani
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1 June 2012
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"Ele era lindo, parecia um daqueles cavalheiros da minha versão distorcida de contos de fadas. Você sabe, onde o príncipe não trazia flores mas livros nas mãos, que tinha olhar cabisbaixo e não se aprumava todo para mostrar o peitoral como você fazia. Tinha olhos cor de mel o danado, mas não era loiro, você sabe que nunca gostei de loiros. Mas, se quer saber, usava óculos, aqueles que você dizia não tinha estilo, que eu não tinha estilo. Ele nunca reclamou das minhas roupas, e não dizia que eu ia ficar gorda de tanto comer chocolate, nem de brincadeira. Nunca sumiu por uma semana seguida, e me ligava antes de dormir pra saber como havia sido meu dia, pra perguntar qual livro eu estava lendo, você nem sabia que eu sempre lia antes de dormir. Ele andava de mãos dadas, mandava mensagem de madrugada, e até escreveu uma poesia pra mim. Não reclamava das minhas varias horas na biblioteca, ele ficava comigo na biblioteca. Dizia que meu drama, meu jeito desajeitado eram lindos, que eu era linda. Eu minhas estúpidas manias, que você quis mudar, arrancar do que sou. Ele me levou pra jantar, amava sushi e meu deu o CD do Nirvana de presente, ele sabia dá feliz aniversario, ia até na igreja aos domingos. Fazia minhas vontades, cedia ao meu mordiscar de lábios, ele cedia a mim. Você não, nunca fez o que eu queria. Esnobava meu jeito, se exibia pro mundo, e tinha razão em todas as brigas. Era arrogante, infantil e muleque, nem falava sobre mim. Andava de regata e chinelo de dedos, odiava rock e o meu cabelo curto, surtava com meu jeito, com o que eu falava, do que eu não falava, do que eu lia, do que eu tanto escrevia. Você dizia que não sabia o que via em mim. E eu também não sabia o que eu via em você. Droga, eu nem entendia como tendo ele eu ainda sentia falta de você. Do seu jeito grosso, estúpido e idiota de ser. Quando ele me abraçava, eu te queria, quando ele me beijava, eu te imaginava, quando ele me tocava, eu te desejava. Ele era o cara perfeito caramba. Ele era o cara perfeito. Mas não era você, nem conseguiria ser, ele não seria tão baixo assim. Talvez ele fosse perfeito demais pra mim, acho. É por isso que meu coração não aceitava, que meu corpo rejeitava. É porque ele não era uma droga , é porque ele não intoxicava. Ele era puro, celestial até. E eu já havia sido infectada pela sua essência, tomada pela sua essência. É, eu sei, isso nunca iria funcionar. Nem pra ele, nem pra mim. Porque… Eu não funcionava com outro se não fosse você. Eu nem se quer funcionava sem você. - "
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1 June 2012
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"Às vezes acho que você tá ali do outro lado da rua, sentado na bancada do vizinho me olhando brincar com o neto da Dona ao lado. Que vou virar a esquina e esbarrar contigo pra reclamar do meu short curto, ou me pego olhando pra trás pra ver se você não está me seguindo antes de ter coragem de falar comigo. Às vezes sinto seu cheiro, ou tenho a impressão que passou ao meu lado porque decorei a essência do perfume que você usa. E aí fico esperando te ver em qualquer lugar que vou, como se de repente num passe de mágica você fosse aparecer ali, com as falas do dialogo que criei na ponta da língua dizendo o que quero ouvir. Ou melhor, reclamando da cidade, das lojas, e de como sou estabanada ao atravessar a rua. Ás vezes te vejo comprando toddynho no mercado. E dou um sorriso, meio tonto, todo bobo, porque de repente, por um segundo, te tanto pensar em você, acho que consegui te sentir aqui. Loucura, eu sei. Mas quem disse que amar faz a gente ser normal? "
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1 June 2012
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"Até parece que a gente deixou a bagunça se acumular de propósito pra que se tornasse mais fácil dizer “deixa pra lá” do que colocar ordem na casa. É que a gente nem se quer tentou. Só ficamos em silencio sentados no sofá jogando entulho na mesa de centro, e quando já não havia mais espaço sala, lotamos o quarto tirando até o espaço da cama. Só pra dizer que ia se mudar depois de tantos vidros quebrados porque… Já tava sufocante aqui. Era muito pouco espaço pra dois inquilinos que já não cabiam em um lugar só ou pra quem nem sabia mais como ocupar o lugar. Ai desistimos, porque já nem lembravamos mais o quanto de amor foi feito na cozinha, ou nos azulejos brancos do banheiro, já nem sabia mais como preparar o mesmo jantar. O café mudou de gosto não foi? Ficou meio amargo, eu sei, e bolo passou do ponto também. Até a saudade perdeu aquela graça quando a gente já não comemorava, era cada um com seu edredom, sendo um pouco exaustivo estar no mesmo lugar, querendo amar, e não conseguir, não tentar para conseguir. Calma amor, eu também não sei como isso aconteceu. É que a gente preferiu esperar ter uma razão pra demolir nosso canto do que apenas torna-lo confortável mudando os móveis de lugar. "
— ♛
Nossa casa, Danielle Quartezani
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1 June 2012
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"Vai, liga. Qualquer hora, quanto tiver com tédio, sem nada pra fazer, quando não achar mais ninguém pra ligar. Arranca da memória o numero que você sabia de cor e deixa tocar. Até que eu atenda, mesmo que seja as 3 da madrugada porque tu, que naquelas noites de insônia que uma vez ou outra acontece, não consegue dormir. Liga pra dizer… Dizer sei lá o que. Pra reclamar, dizer sobre como falo baixo quando to com sono me chamar de idiota. Pra repassar memórias e soltar aquelas indiretas. Pra gente começar sendo amigo e terminar se provocando, como a gente fazia. Ops, desculpe, não quero te pressionar. Vamos conversar, sobre o babaca da minha turma, e a chefe do seu estagio, pra você me chamar de criança por ainda está na escola, ô adulto quase na terceira idade. Vem reclamar da minha voz grogue, e me encher o saco pra te contar sobre o cara que você viu me abraçando na foto que postei no instagram. E eu vou te contar. Assim como você vai passar na minha cara sua nova namorada. Que não se lambuza de brigadeiro nem fica de moletom sua casa, que não briga contigo por coisas infantis e tem cabelos loiros combinando com aqueles olhos terrivelmente azuis. E eu vou te dizer “já arranjou melhores ein?” e você vai dizer que é, cabelos castanhos nunca tingidos sempre foram sua cara, e garota com língua solta também. E vai dizer que sente minha falta e que não gostou do tal Pedro. Que não gostou de ter me visto ido a festa do João, nem quando passei do outro lado da rua pra não te cumprimentar, vai dizer que a tal loira não faz seu tipo, e que queria que a gente funcionasse de novo. Porque sou eu que te tiro do serio, que sempre dou motivos pra suas lições de moral. E eu vou dizer, que queria também. Depois do silencio, depois de não saber o que dizer. Mas é que a gente não dá mais certo amor, a gente nem tenta mais dá certo."
— ♛
Liga pra mim, Danielle Quartezani
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1 June 2012
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"Eu deveria ter gritado, eu sei. E esperneado também. Dito que você tava errado, que era idiota e que eu te queria aqui. Que não queria que você fechasse aquela porta. Ter me defendido dos seus ataques, do seu silencio. Mas eu não fiz. Nada. Fiquei quieta, amuada na cama implorando pra que você voltasse, que ao menos estava atrás da porta fechada. Mas você não estava. Nem na rua quando abri o portão de pijama. Você já nem tava mais aqui. No fundo, eu sabia, que a gente já tinha ido embora um do outro a muito tempo, antes mesmo daquela porta bater. Eu só não aceitava, ou não tinha coragem para aceitar. E ainda não tenho, se você quer saber."
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1 June 2012
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"É um saco essa minha mania de anotar tudo quanto é porcaria que eu acho importante ou me deixa boba. Como se já não bastasse às tantas outras coisas, eu ainda preciso de uma caixinha de memórias, ou varias, se você contar os quatro ou cinco cadernos que tenho espalhados por esse quarto. Todos eles com seu nome em alguma ponta, com um trecho de musica que mesmo que não tenha a sua sigla, eu sei que anotei pensando em você. É cada rabisco, cada texto, cada desabafo de um, ou incontáveis momentos que a gente já passou. Eu tenho todas as suas sms anotadas sabia? Algumas, um tanto mais significativas que as outras. Como por exemplo, aquelas da semana em que a gente brigou, ou que você brigou comigo se assim preferir. Só porque descobriu que fiz um texto pra outro. Você me disse “eu to com raiva” De mim? Eu não sabia na hora, nem você eu acho. Mas, se quer saber, o que eu queria mesmo era arrancar aquelas paginas e sair mostrando por ai. Postar no tumblr, no facebook, pra que todo mundo pudesse ver. Só pra dizer agora “Ó, ele me amava” , porque você me amava, e muito, pelo que percebeu naquela semana. E ta tudo ali, anotado, guardado sem que eu possa apagar. Droga, eu não consigo nem mudar um rabisco que eu fiz sem sentido, acha mesmo que eu teria coragem de jogar a gente fora? Você sabe que não. Ah maravilha, ta tocando Far away. Não, essa não é uma das nossas musicas, só que essa coisa de “te amo e sinto sua falta” faz todo sentido agora, acho. Não consigo entender o resto dela, nem mais ler o que tá escrito naquela agenda. Porque eu começo a sorrir, de tão estúpida que sou por ficar achando que estou naquele ano de novo, no dia que a gente voltou e se falar. Você se lembra? Foi um dia marcante para nós dois, ou pra mim. Falamos do filho que você quer adotar, do ursinho que se chamaria Bê porque você não queria que fosse “Digo”, lembro até que disse que iria me mandar a certidão dele, para “eu não querer mudar depois que te esquecesse” como se fosse possível te esquecer, ou te deixar largado numa lixeira por ai como se não quisesse mais. Não é fácil nem sorrir por tudo isso agora, quero dizer, ano passado você disse que seria justo eu passar o dia dos namorados contigo, e hoje já nem sei mais se estaremos nos falando até lá. É, tenho anotado isso também. Assim como o primeiro texto, a data do primeiro “pedido de namoro” e do dia que me disse eu te amo, dá música que mandou de madrugada, e do que me disse que faria se encontrasse o cara que acabou com minha vida, eu sei até a cor da primeira calça que você me pediu pra escolher, mas isso eu não tenho anotado não, é boa memória sobre ti mesmo. Sabe o que encontrei também? A mensagem daquele dia que um pombo cagou no seu braço, se você me perguntar porque anotei, é porque foi engraçado, não tem noção do quanto eu ri do seu ataque por “estar sujo de pombo” e de como queria matar o bicho mas não sabia mais qual era. Tá, é porque você tava lindo também, não tem noção do quanto fica irrestivel quando tá bravo, e quando fez a coisa certa, me chama pra tomar banho, ou diz que sou seu amor. Vestido de palhaço pra hospital? Ai eu nem resisto.
Droga, eu não posso te deixar ir embora. Eu nem consigo saber de como era minha vida antes de você, ou como vou ficar se te perder. Eu te amo. Eu amo você. E to a ponto de desejar uma briga entre nós só pra ver se as coisas voltam a normal, se a gente volta a ser a gente. Eu querendo uma briga, onde já se viu. É só que… Será que você ainda me acha linda te chamando de “meu bê”? "
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Um texto inacabado, Danielle Quartezani
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1 June 2012
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"Já que não tenho coragem, só me resta esperar. É, ficar vagando por ai esperando que por um milagre passe. Que a saudade suma, o ciúme não apareça e aquele desejo súbito pela sua presença vá junto embora de uma vez. Porque nesse de sentir, sentir e sentir já sugou muito mim se é que entende. Mas já que conseguir desistir não é uma opção, vou ficar ali sentada na calçada na porta esperando que apareça alguém para me ocupar, distrair e te tornar algo pequeno sabe? Te fazer pequeno (…)"
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1 June 2012
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"Do desconhecido, do que o tempo não nos permitiu, do que nos faltou és onde reside minha saudade. Do que já não somos, do que ainda não fomos. De todo que ainda deveríamos viver, que não nos permitimos viver. Do amor, dos encontros, da consumação desse amor. De toda aquela pequena parte de nós que ainda está perdida por ai, que deveríamos estar procurando. (…) Minha saudade reside na pequena caixa que esquecemos abrir."
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1 June 2012
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"Eu gostava de inverno, enquanto você preferia verão. Quando eu queria comedia romântica, você dizia que ia ver filme de terror, e adorava roubar brigadeiro da colher quando sabia que eu gostava de tudo arrumadinho. Você se jogava na minha cama e teimava de sair de chinelo e regata. Comprava diamante negro quando sabia que eu queria chocolate branco e fazia questão de ser vasco só porque eu era flamengo, mesmo sendo corinthians. Implicava com minha mania de acordar cedo aos sábados, tinha dia que a gente nem se suportava, virava a cara um pro outro, fazia guerrinha de orgulho pra ver quem aguentava mais a saudade. A gente brigava de domingo a domingo e se amava nas madrugadas, só por gostar de implicar mesmo. Pra ter aquele gostinho de reconciliação e não cair na rotina. A gente não gostava de clichê doce, achava graça dos ataques de ciúme, e testava a paciência sabendo que amávamos tudinho: as manias, o jeito, ou a falta de jeitinho. Éramos quentes amor. E ninguém nesse mundo se amava e se desejava tanto assim quanto a gente. Quem olhava dizia que éramos loucos e não daríamos certos não, outros falavam que se amavam demais para não casar um dia. Eu, achava que fizemos a coisa certa com nosso amor: escolhemos ser complicados, só para ser o casal mais simples do mundo."
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1 June 2012
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"Eu só queria entender o que eu tava fazendo ali, se eu não sentia mais nada. Meu coração não pulava na sua presença, nem eu ficava te procurando por todo canto. Na verdade, eu nem pensava mais em você. Já te esquecido como havia imaginado os seus cabelos em minhas mãos e formato maroto da sua boca, às vezes, eu nem me lembrava mais do seu cheiro. Então porque ainda tava parada do seu lado suportando o silêncio? Tentando preenche-lo com conversas bobas como se vai chover ou não no seu lado da cidade? Porque raios eu ainda procurava por uma solução? Eu já nem lembro mais o que a gente tinha em comum, ou o que a gente conversou tanto um dia. Tentava, e tentava mais um pouco encontrar na minha cabeça onde tá se escondendo todo aquele amor que já quase me correu por inteira na sua ausência. Cadê a saudade, a vontade e o cobiça quase insuportável pelo teu corpo? Eu não o achava, não importava o esforço que eu fizesse, eu não te desejava mais. E isso me pareceu tão… Errado. Porque não é assim que as coisas deveriam ser, certo? A gente tinha aquele lance de alma, você me entendia, e eu te completava. Até das minhas besteiras tu achava graça. A gente construiu uma casa, deu nome aos nossos filhos e escolhemos a raça do cachorro. Até decidimos onde ficaria a minha biblioteca e como seria o designer da sua piscina. Falamos de quanto tempo seria a minha faculdade de jornalismo, a tua de engenharia, e quando marcaríamos a data do casamento, a gente até discutiu as táticas para você aguentar a sua sogra, construimos o nosso futuro em cima de um presente, onde não importava o que acontecesse, estaríamos juntos. Porque aquilo que nos embalava, nos mantia numa mesma sintonia e direção era intenso, forte e inexplicável demais para que acabasse. Não existiam palavras no mundo que definisse o nosso… Como era mesmo que a gente falava? Sentimento sem nome, porque a palavra amor era simples e clichê demais pra gente. Então porque desapareceu? Porque diabos, tudo isso acabou? Não é possível que vá resta só carinho, esse querer bem e essa vontade de te escutar dentro de mim, isso chega a ser… repugnante depois de tudo que aconteceu entre nós dois. É quase insuportável aceitar a ideia de que entre a gente só reste essa tal de… amizade? Não, nunca. Somos mais, nós deveríamos ser mais do que simplesmente duas pessoas que se encontraram casualmente pela rua. A gente tem que ser perfeito um pro outro. Tem essas fagulhas no meu peito, e esse resquício de alguma coisa que eu já nem sei explicar o que é, que me faz continuar. (…) Porque esse tal sentimento sem nome não quer sair de mim. "
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♛Cadê o amor que tava aqui? , Danielle Quartezani
But my dear, this is not wonderland. And you aren't Alice.
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